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Bem-Estar

O ensinamento dos três macacos sábios: um convite à reflexão

(Foto: Reprodução) (Foto: Reprodução)

Redação Melhor com saúde

O macaco que tapa a boca: Iwazaru
Para a filosofia nipônica, esta figura representa a necessidade de não transmitir o mal, e inclusive se relaciona também à recomendação de não comentar em voz alta sobre o próprio mal-estar ou insatisfação.

A prudência também está relacionada a não expor muito o próprio mundo emocional, a ser moderado e, acima de tudo, comedido.
Por seu lado, segundo o ensinamento dos três filtros de Sócrates, tem muito a ver com a necessidade de não propagar fofocas.
O fato é que os boatos nem sempre são verdadeiros, nem bons, nem têm uma necessidade prática na hora em que os dizemos em voz alta.

O macaco que tapa os ouvidos: Kikazaru
No Japão, são mal vistas as pessoas que gostam de difundir críticas, rumores ou notícias negativas.
Assim, preferem cobrir os ouvidos diante de certo tipo de informações, para preservar seu equilíbrio.
Essa ideia, de raízes tradicionais, pode nos chocar um pouco no mundo ocidental, onde as notícias negativas, assim como as piadas e as críticas, fazem parte de nossos ambientes como algo comum e sempre presente.

Se aplicamos nessa ideia os 3 filtros de Sócrates, perceberemos que há algumas nuances:
Às vezes, ainda que a informação seja negativa, é necessário transmiti-la, porque é informação útil (eu informo-lhe que seus clientes não estão contentes e que você deve se esforçar para mantê-los).
Se a informação não é útil, e, além disso, é prejudicial, o recomendável é seguir a lição do macaco Kikazaru: taparmos a boca.

O macaco que tapa os olhos: Mizaru
Para o código filosófico e moral santai, é melhor não ver a injustiça, não ouvi-la, nem falar dela. Essa ideia, atualmente, não se sustenta, já sabemos.

No entanto, se focamos a imagem desse terceiro macaco a partir da visão socrática, damo-nos conta de que é um convite direto a fechar os olhos diante do que não nos serve, diante do que não é útil, nem bom…

O recomendável é fechar os olhos à escuridão para elevar nossos olhares até esse lado mais luminoso, mais cheio de esperança e significativo.

Para concluir esta reflexão, o ensinamento que a imagem dos 3 macacos nos deixa, essa em que um se cala, outro fecha os seus ouvidos e outro cobre os olhos com as mãos, tem a ver com nossas próprias necessidades e com a recomendação de sermos sempre prudentes:
“Tenha cuidado com suas palavras, feche seus ouvidos diante do que não lhe serve ou não ajuda, e cubra o olhar diante do que lhe faz mal, para buscar apenas o que lhe traz felicidade”.