PUBLICIDADE

Fitness

Saiba como ter motivação para praticar exercícios

Segundo o estudo, mulheres que não associam exercícios físicos como metas complicadas e sim como hobbies têm melhor desempenho.

Você fica cansado ou com preguiça só de pensar em praticar atividades físicas? Muitas pessoas entram na academia e desistem quando percebem que não estão perdendo peso logo de cara, mas saiba que isso pode mudar. Segundo estudo publicado no jornal BMC Public Health, as pessoas podem aprender a gostar de serem fisicamente ativas apenas reajustando certas opiniões e expectativas em relação ao treino.

O estudo

No estudo, os pesquisadores perguntaram a 40 mulheres, com idade entre 22 e 49 anos, o que fazia com que elas se sentissem felizes e bem sucedidas. Em seguida, eles analisaram como a prática de exercícios físicos fomentava ou minava esses sentimentos. Todas elas, mesmo se praticavam exercícios regularmente ou não, buscavam as mesmas coisas: estabelecer conexões significativas com outras pessoas, sentir-se relaxadas e livres de pressões durante as horas de lazer e atingir suas metas pessoais, seja no cotidiano, na vida pessoal ou profissional.

Prazer ao se exercitar

A grande diferença, segundo os especialistas, era que as mulheres mais inativas viam o exercício físico como algo contraproducente em relação a seus objetivos. De acordo com elas, para a atividade física fazer algum efeito, teria que acelerar os batimentos cardíacos e induzir ao suor, ou seja, o oposto de algo relaxante que fariam em seu tempo livre.

Além disso, seguir uma rotina de exercícios diários, por exemplo, tomaria muito tempo e colocaria uma pressão maior sobre si mesmas. A dificuldade de se comprometer com o cronograma e atender às expectativas acaba fazendo com que se sintam fracassadas.

Em contrapartida, as mulheres que mais praticam exercícios não compartilhavam dessas opiniões. Para elas, o exercício estava associado aos desejos de conectividade social, tempo de lazer e sentimento de dever cumprido. Segundo Michelle Segar, diretora de pesquisa sobre saúde e esportes da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, essa mudança na mentalidade deve acontecer para mulheres enquanto não são fisicamente ativas.

“Essas mulheres se sentem alienadas pelo exercício ou sentem que falharam quando tentaram praticá-lo no passado”, disse ela. “Elas têm uma definição muito limitada de como a prática de atividades físicas deveria ser.”

Mudanças

Essa definição vem de décadas de publicidade de empresas ligadas ao universo fitness e pesquisas científicas mais antigas, que sugeriam exercícios de alta intensidade como a melhor forma de praticar atividade física. “Isso não é mais uma verdade”, explicou Michelle. “As novas recomendações sobre a prática sugerem que as pessoas façam o que for melhor para elas.”

Em vez de pensar no exercício como algo que toma seu tempo em vez de aproveitar o tempo livre ou socializar com amigos, a pesquisadora recomenda associá-lo a uma forma de fazer com que essas coisas aconteçam. “Podemos usar a atividade física como uma maneira de relaxar, se reunir com amigos e dar um passeio agradável. Praticar ao ar livre aumenta o humor e nos faz sentir bem”, disse.

Caminhar, por exemplo, é uma boa maneira de se manter ativo no dia a dia, mas é possível fazer mais que isso. De acordo com a pesquisadora, o mais importante é que qualquer atividade física é melhor do que nenhuma. “Você não precisa fazer 30 minutos de cada vez, não precisa suar e não precisa odiar o que está fazendo. Você só precisa escolher aproveitar o tempo quando vê oportunidades”, concluiu Michelle.

Poder da cafeína

Você sabia que o cafezinho diário pode ajudar a melhorar seu desempenho atlético? Um novo estudo, publicado no Journal of Applied Physiology, mostrou que a cafeína, mesmo consumida horas antes, dá um “boost” de energia e melhora a performance dos exercícios. A pesquisa foi desenvolvida na Universidade de São Paulo pelo professor de fisiologia e nutrição Bruno Gualano, de acordo com informações do The New York Times.